A avaliação psicológica no Sul do Maranhão: instrumento de justiça social para famílias em vulnerabilidade

Autores

  • Paulo Victor Santos Nascimento Faculdade Anhanguera
  • Jessica Luana Ribeiro Universidade Ceuma
  • Nathaly Oliveira Sousa Faculdade Anhanguera

DOI:

https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p7941-7958

Resumo

Os serviços de avaliação psicológica no Brasil defrontam-se com o paradoxo de serem constitutivos da identidade da profissão, permanecendo inacessíveis para populações em vulnerabilidade socioeconômica. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de um serviço gratuito de avaliação psicológica infantil, ancorado em uma perspectiva ético-política sensível às desigualdades. O processo, realizado entre outubro de 2023 e maio de 2025 com 11 crianças encaminhadas pelas redes de saúde e educação, integrou de forma crítica a aplicação de instrumentos padronizados, entrevistas com familiares e observação clínica, utilizando triangulação de dados.

Os resultados evidenciam que a identidade e efetividade do serviço sustentam-se em três pilares inter-relacionados: o rigor técnico-metodológico, a continuidade relacional – onde a escuta qualificada constitui uma trajetória causal ininterrupta de acolhimento – e a preservação de sua função essencial de legitimar o sofrimento invisível e mediar o acesso a direitos. Conclui-se que a prática avaliativa, assim conduzida, transforma o laudo em instrumento de empoderamento e inclusão social, demonstrando que a transformação de trajetórias e a permanência do compromisso social não são excludentes. Reafirma-se, portanto, a essência social da Psicologia como promotora de justiça e cidadania, por uma prática que dialoga criticamente com a realidade concreta das famílias.

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Referências

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Publicado

2025-11-28

Como Citar

Santos Nascimento, P. V., Oliveira, J. L. R., & Sousa, N. O. (2025). A avaliação psicológica no Sul do Maranhão: instrumento de justiça social para famílias em vulnerabilidade. INTERFERENCE: A JOURNAL OF AUDIO CULTURE, 11(2), 7941–7958. https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p7941-7958

Edição

Seção

Relato de Experiência