Perfil epidemiológico dos acidentes com animais peçonhentos em Conceição do Araguaia-PA: análise de 2021 a 2025
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2026v12n1p425-439Keywords:
Epidemiologia, Saúde públicaAbstract
Introdução: Os acidentes por animais peçonhentos representam um desafio persistente para a saúde pública brasileira, especialmente em regiões amazônicas como o Pará, onde há elevada incidência de casos. Em Conceição do Araguaia, município marcado por atividades agropastoris e turismo sazonal, o estudo analisou o perfil epidemiológico dos acidentes entre 2021 e 2025. Objetivo: Identificar a prevalência e o perfil dos pacientes acometidos por acidentes com animais peçonhentos no município. Metodologia: Trata-se de estudo transversal, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram analisadas variáveis como ano, faixa etária, sexo, escolaridade, cor/raça, tipo de acidente e evolução clínica. A coleta foi realizada via Tabnet/DATASUS, com tabulação em Excel. Resultados e Discussão: Foram notificados 533 casos no período. A maior incidência ocorreu em 2025 (226 casos), com picos nos meses de junho e julho, coincidindo com o “festverão”. Predominaram vítimas do sexo masculino (67,16%), em idade economicamente ativa (20–59 anos). As serpentes foram os principais agentes (33,58%), sobretudo Bothrops spp. (28,51%). Escorpiões (6,19%) e aranhas (2,43%) também foram registrados. A maioria dos casos foi classificada como leve (83,67%), com tempo de atendimento inferior a 1 hora em 60,78% dos casos. A taxa de cura foi de 69,98%, embora haja elevada proporção de dados ignorados em variáveis socioeconômicas e na identificação dos agentes causadores. Considerações finais: O estudo evidencia que os acidentes estão relacionados a fatores ocupacionais e ao turismo sazonal. Apesar da boa resposta assistencial, fragilidades na qualidade das notificações limitam a compreensão dos determinantes sociais. Conclui-se que a redução da morbimortalidade depende da manutenção da rede de soroterapia, da educação em saúde voltada a trabalhadores rurais e turistas, e da capacitação das equipes para aprimorar o preenchimento das fichas do SINAN.
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Copyright (c) 2026 Matheus Afonso Silva, Camille Borges da Silva , Gleycivan de Oliveira Gomes , Nayara Jane Oliveira de Sousa Costa , Anna Karollina Pereira lima, Yasmin Afonso Silva

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