GEOTECHNOLOGIES APPLIED TO PUBLIC HEALTH: TOOLS FOR SPATIO-TEMPORAL ANALYSIS AND DECISION-MAKING SUPPORT
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p8811-8840Keywords:
Geoprocessing, Geographic Information Systems, Epidemiological Surveillance;, Health TerritoryAbstract
This article aims to evaluate the applications of geotechnologies in health surveillance, identify methodological and operational gaps in current practice, and propose minimum procedural recommendations to improve the quality of georeferencing, the reproducibility of analyses, and the effectiveness of territorial prioritization. Based on a literature review and empirical case studies, we show that tools such as GIS, remote sensing, geoprocessing, GNSS, and WebGIS enable the integration of environmental, demographic, socioeconomic, and health databases to produce maps and spatiotemporal indicators that reveal relevant epidemiological patterns. In local applications, spatial analyses revealed distinct patterns, case clustering in municipal centers, dispersion associated with transport corridors, and heterogeneity in insular areas, which supported eco-epidemiological interpretations and the identification of priority areas. At the same time, we documented persistent operational limitations, including incomplete and low-precision coordinates in notification forms, underreporting, the absence of standardized protocols, and a shortage of reproducible workflows and technical training within health authorities. We conclude that geotechnologies are essential for monitoring, preventing, and controlling adverse health events, provided that georeferencing is standardized, staff receive continuous training, and reproducible workflows (e.g., scripts and procedures) that connect data to territorial decision-making are adopted.
Downloads
References
BAILEY, T. C. Spatial statistical methods in health. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 5, p. 1083-1098, 2001. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2001000500011
BARCELLOS, C. C.; SABROZA, P. C.; PEITER, P.; ROJAS, L. I. Organização espacial, saúde e qualidade de vida: análise espacial e uso de indicadores na avaliação de situações de saúde. Informe Epidemiológico do SUS, v. 11, n. 3, p. 129-138, 2002. http://dx.doi.org/10.5123/S0104-16732002000300003
BARCELLOS, C.; RAMALHO, W. M.; MAGALHÃES, M. A. F. M.; FONTES, M. P.; SKABA, D. Georreferenciamento de dados de saúde na escala submunicipal: algumas experiências no Brasil. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 17, n. 1, p. 59-70, 2008. http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742008000100006
BONITA, R.; BEAGLEHOLE, R.; KJELLSTRÖM, T. Epidemiologia básica. 2. ed. São Paulo: Santos, 2010. 213 p.
BRASIL. Ministério da Saúde. DATASUS. Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: <https://datasus.saude.gov.br/transferencia-de-arquivos/>. Acesso em: nov. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. Espaço geográfico e epidemiologia. In: PEITER, P. C. et al. (org.). Série Capacitação e Atualização em Geoprocessamento em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. v. 1, p. 11-38.
BULKLEY, K. Mobile phones bring revolution to developing world. The Guardian, 2010. Disponível em: <https://www.theguardian.com/activate/phones-revolution-developing-world>. Acesso em: 30 nov. 2023.
CARVALHO, M. S.; SANTOS, R. S. Análise de dados espaciais em saúde pública: métodos, problemas, perspectivas. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 21, n. 2, p. 361-378, 2005. https://doi.org/10.1590/S0102-311X2005000200003
CÂMARA, G.; DAVIS, C.; MONTEIRO, A. M. V. Introdução à ciência da geoinformação. São José dos Campos: INPE, 2001. Disponível em: <http://mtc-m12.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/sergio/2004/04.22.07.43/doc/publicacao.pdf>. Acesso em: out. 2023.
COSME, A. Projeto em Sistemas de Informação Geográfica. Lisboa: Lidel, 2012.
CUNHA, E. M.; VARGENS, J. M. C. Sistemas de informação do Sistema Único de Saúde. In: GONDIM, G. M. M.; CHRISTÓFARO, M. A. C.; MIYASHIRO, G. M. (org.). Técnico de vigilância em saúde: fundamentos. v. 2. Rio de Janeiro: EPSJV, 2017. p. 71-112.
DANIEL, L. A. Meio ambiente e saúde pública. In: CALIJURI, M. C.; CUNHA, D. G. F. (org.). Engenharia ambiental: conceitos, tecnologia e gestão. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. p. 95-117.
DRUCK, S.; CARVALHO, M. S.; CÂMARA, G.; MONTEIRO, A. V. M. Análise espacial de dados geográficos. Brasília: EMBRAPA, 2004.
ESRI (ENVIRONMENTAL SYSTEMS RESEARCH INSTITUTE). ArcGIS Desktop. Versão 10.8 Redlands, CA: Esri.
FILHO, O. A. Sistemas de informações geográficas aplicadas à engenharia ambiental. In: CALIJURI, M. C.; CUNHA, D. G. F. (org.). Engenharia ambiental: conceitos, tecnologia e gestão. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. p. 643-666.
FITZ, P. R. Geoprocessamento sem complicação. São Paulo: Oficina de Textos, 2008.
FLORENZANO, T. G. Iniciação em sensoriamento remoto. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2007.
FRERICHS, R. R. History, maps and the internet: UCLA’s John Snow site. SOC Bulletin, v. 34, n. 2, 2001. Disponível em: <https://www.ph.ucla.edu/epi/snow.html>. Acesso em: 04 out. 2023.
GEODA CENTER. GeoDa: exploratory spatial data analysis software. 2025.
GOUVEIA, A. P. S. O croqui do arquiteto e o ensino do desenho. 1998. Tese (Doutorado) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998. Disponível em: <https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16131/tde-03052010090659/publico/tese_V1.pdf>. Acesso em: 26 out. 2023.
GUIMARÃES, L. H. R.; VEIGA, N.; GUIMARÃES, R.; SANTOS, K. S.; CATETE, C. Epidemiologia espacial da leishmaniose: um estudo do perfil socioepidemiológico em Barcarena-PA. Revista Saúde e Meio Ambiente, v. 11, p. 19-35, 2020.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Organização do território. Malhas territoriais. Municípios 2024. UFs: PA. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/geociencias/downloads-geociencias.html>. Acesso em: 01 dez. 2024.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Quadro geográfico de referência para produção, análise e disseminação de estatística. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. 178 p.
JENSEN, J. R. Sensoriamento remoto do ambiente: uma perspectiva em recursos terrestres. Tradução de José Carlos Neves Epiphanio. São José dos Campos: Parêntese, 2009.
LATUF, M. O.; PISANI, R. J.; BANDO, D. H.; AZEVEDO, S. C. Entrevista: Professor Jorge Xavier da Silva. Revista Brasileira de Geografia, v. 62, n. 1, p. 79-94, 2017. https://doi.org/10.36403/espacoaberto.2021.48161
LI, X. ZHANG, X.; REN, X.; FRITSCHE, M.; WICKERT, J.; SCHUH, H. Precise positioning with current multi-constellation Global Navigation Satellite Systems: GPS, GLONASS, Galileo and BeiDou. Scientific Reports, 5, 8328, 2015. https://doi.org/10.1038/srep08328
NAÇÕES UNIDAS. The global statistical geospatial framework. New York: United Nations, 2019. 46 p. Disponível em: <https://unstats.un.org/unsd/statcom/51st-session/documents/The_GSGF-E.pdf>. Acesso em: 10 dez. 2023.
PINA, M. F. R. P. de. Potencialidades dos sistemas de informações geográficas na área da saúde. In: NAJAR, Alberto Luiz; MARQUES, Eduardo Costa (orgs.). Saúde e espaço: estudos metodológicos e técnicas de análise. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1998. p. 125-130. (História e Saúde). Disponível em: http://books.scielo.org. Acesso em: 10 mar. 2025.
QGIS DEVELOPMENT TEAM. QGIS Geographic Information System. Versão 3.44.
RIBEIRO, M. C. S. A.; BARATA, R. B. Condições de saúde da população brasileira. In: GIOVANELLA, L. et al. (org.). Políticas e sistema de saúde no Brasil. 2. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2012. p. 143-182.
R STUDIO TEAM. RStudio: Integrated Development Environment for R. Posit Software, PBC. 2025
SILVA, C. N.; GOMES, A. F.; JÚNIOR, L. S. F.; NOGUEIRA, J. Geração de mapas digitais com o Google. Belém, PA: Geodigital, 2020.
SILVA, J. X. O que é geoprocessamento? Revista do CREA, Rio de Janeiro, 2009.
SINAN. Doença de Chagas Aguda: instrumentos para registro e análise. Disponível em: <https://portalsinan.saude.gov.br/doenca-de-chagas-aguda>. Acesso em: 31 out. 2023.
SOUSA JÚNIOR, A. S. PALÁCIOS, V. R. C. M; MIRANDA, C. S.; COSTA, R. J. F.; CATETE, C. P.; CHAGASTELES, E. J.; PEREIRA, A. L. R. R; GONÇALVES, N. V. Análise espaço-temporal da doença de Chagas e seus fatores de risco ambientais e demográficos no município de Barcarena, Pará, Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 20, n. 4, p. 742-755, 2017. https://doi.org/10.1590/1980-5497201700040015
TÔSTO, S. G.; RODRIGUES, C. A. G.; BOLFE, W. L.; BARISTELLA, M. Geotecnologias e Geoinformação: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Brasília, DF: EMBRAPA, 2014. 248 p.
ZAIDAN, R. T. Geoprocessamento: conceitos e definições. Revista de Geografia – PPGEO – UFJF, Juiz de Fora, v. 7, n. 2, p. 195-201, jul./dez. 2017
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Clístenes Pamplona Catete, Christian Nunes da Silva, Hugo de Souza Ferreira, Fernando Henrique Gava, Kelly Gonçalves da Costa, Ricardo José de Paula Souza e Guimarães, Luis Henrique Rocha Guimarães

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você tem o direito de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
De acordo com os termos seguintes:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado , prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas . Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.