MANEJO CLÍNICO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: CONDUTA MÉDICA DIANTE DE ALERTAS ESCOLARES

Autores

  • Maria Eduarda Dias Loiola Afya Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO)
  • Amanda Fernandes do Nascimento da Cruz
  • Gabriel Pinheiro Agenor Liger
  • Mario Henrique Almeida da Fonseca

DOI:

https://doi.org/10.36557/2009-3578.2026v12n2p529-539

Resumo

Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve alterações no neurodesenvolvimento cujas manifestações clínicas se consolidam na primeira infância. A detecção precoce coordenada pela Atenção Primária à Saúde (APS) em consonância com o ambiente educacional revela-se determinante para disparar estimulações terapêuticas oportunas durante a janela de maior neuroplasticidade cerebral, amenizando prejuízos sociocognitivos, comunicativos e adaptativos da criança. Objetivo: Analisar as evidências científicas disponíveis sobre as estratégias de rastreamento, validação clínica e articulação de redes intersetoriais no âmbito da Atenção Primária à Saúde e da Educação Infantil para o manejo do Transtorno do Espectro Autista. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura estruturada a partir da estratégia PICo e operacionalizada em seis etapas sistemáticas. As buscas foram conduzidas nas bases BVS, SciELO, PubMed e Scopus, resultando na seleção de 12 artigos empíricos nacionais e internacionais publicados entre 2011 e 2026. A análise dos dados ocorreu por meio da síntese temática dos achados em três eixos analíticos de discussão. Resultados: A convergência dos dados demonstra que a escola de Educação Infantil atua como radar sociocomportamental naturalista, viabilizando o rastreamento pedagógico por meio do IRTEA.Educ e do Programa Saúde na Escola (PSE). Na APS, a consulta de puericultura e a Caderneta da Criança, combinadas a protocolos validados (M-CHAT-R/F, ASQ-3, POSI, PAHPEA e PEP-R), conferem elevado valor preditivo à validação clínica do risco. Essa validação na Estratégia Saúde da Família impulsiona a rede intersetorial, integrando o apoio matricial do CAPSi, a retaguarda do SUAS (CRAS/CREAS) e a pactuação do Projeto Terapêutico Singular (PTS), o qual fundamenta a oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e do Plano de Ensino Individualizado (PEI) na escola sem a exigência indevida de laudo médico nosológico. Conclusão: Conclui-se que a efetivação do cuidado integral exige a superação do diagnóstico tardio e o combate à cultura do laudo, fortalecendo a Atenção Primária como polo ativo de validação clínica e governança territorial no Sistema Único de Saúde.

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Publicado

2026-10-23

Como Citar

Dias Loiola, M. E., do Nascimento da Cruz, A. F., Agenor Liger, G. P., & Almeida da Fonseca, M. H. (2026). MANEJO CLÍNICO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: CONDUTA MÉDICA DIANTE DE ALERTAS ESCOLARES. INTERFERENCE: A JOURNAL OF AUDIO CULTURE, 12(2), 529–539. https://doi.org/10.36557/2009-3578.2026v12n2p529-539

Edição

Seção

Revisão de Literatura