Análise Microbiológica de Expositores de Maquiagens de Lojas de Manaus
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p7757-7773Palavras-chave:
Contaminação microbiológica, Cosméticos, Maquiagens de uso coletivo, Staphylococcus aureus, Vigilância sanitáriaResumo
Introdução: O uso de produtos cosméticos é amplamente difundido. Estes por sua vez, possuem formulações compostas por elementos que favorecem a proliferação microbiana, como água, lipídios, proteínas e vitaminas. O compartilhamento desses produtos em expositores de lojas representa um potencial risco à saúde, podendo contribuir para a disseminação de microrganismos patogênicos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece limites de aceitabilidade microbiológica para cosméticos, entretanto, o uso coletivo desses materiais torna-se fator agravante para contaminações. Nesse contexto, o presente trabalho propôs-se a investigar a presença de microrganismos patogênicos em maquiagens expostas ao uso coletivo em lojas da cidade de Manaus. Objetivos: Avaliar a qualidade microbiológica de maquiagens em expositores de estabelecimentos comerciais de Manaus, buscando identificar a presença de Staphylococcus aureus e Escherichia coli nas amostras coletadas, caracterizá-las morfologicamente e microscopicamente e discutir os riscos sanitários decorrentes da utilização compartilhada desses produtos. Metodologia: Foram coletadas amostras de diferentes tipos de maquiagens, provenientes de lojas localizadas em Manaus. Para o isolamento das cepas, utilizou-se o Ágar Manitol Sal, seletivo para Staphylococcus aureus, e o Ágar Eosina Azul de Metileno (EMB), para o isolamento de Escherichia coli. As amostras foram incubadas por 48 horas em estufa a 37 °C e submetidas à coloração de Gram para análise morfológica e microscópica. As colônias com características sugestivas foram registradas e descritas de acordo com a literatura microbiológica. Resultados e Discussão: Os resultados indicaram crescimento significativo de colônias bacterianas em meio Manitol Sal, com identificação de Staphylococcus aureus, Bacillus sp. e bactérias filamentosas semelhantes à Nocardia sp., confirmando a contaminação das amostras analisadas. Não houve crescimento em meio EMB, sugerindo ausência de Escherichia coli. Tais achados demonstram que maquiagens de uso coletivo podem representar um risco microbiológico, especialmente quando manuseadas sem cuidados higiênicos adequados. Conclusão: a utilização compartilhada desses produtos favorece a disseminação de microrganismos potencialmente patogênicos, evidenciando a necessidade de boas práticas de higiene, educação sanitária e vigilância pelos órgãos competentes.
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