A CONSTRUÇÃO PSICOLÓGICA DO NARRADOR EM DOM CASMURRO, DE MACHADO DE ASSIS: Uma análise da memória, da subjetividade e da ambiguidade narrativa
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2026v12n2p510-528Palavras-chave:
Machado de Assis; Dom Casmurro; Narrador; Memória.Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar a construção psicológica do narrador em Dom Casmurro, de Machado de Assis (1899), destacando a relação entre memória, subjetividade e ambiguidade narrativa na constituição do romance. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada na leitura da obra e nas contribuições teóricas de Candido (2004), Bosi (2017), Schwarz (2000), Gledson (2006) e Santiago (2000), cujas reflexões possibilitam compreender a complexidade da narrativa machadiana e sua crítica à sociedade brasileira do século XIX. Os resultados evidenciam que Bento Santiago constrói um discurso marcado pela seletividade da memória, pela instabilidade narrativa e pela ausência de provas conclusivas acerca da suposta traição de Capitu, conduzindo o leitor a participar ativamente da construção dos sentidos do texto. Conclui-se que Machado de Assis rompe com modelos tradicionais do romance realista ao elaborar uma narrativa psicologicamente complexa, cuja atualidade permanece relevante para os estudos literários contemporâneos.
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Referências
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