Análise da Prevalência e impactos do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) na população brasileira
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p8573-8589Palavras-chave:
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, prevalência, epidemiologia, qualidade de vida.Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) no Brasil e discutir seu impacto na qualidade de vida, por meio de revisão de literatura. A metodologia incluiu pesquisa epidemiológica, descritiva e qualitativa, baseada na análise de 17 artigos publicados entre 2015 e 2025 nas bases SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico, contemplando estudos sobre prevalência, diagnóstico, evolução clínica e impactos funcionais. Os resultados apontaram prevalências variadas conforme região, faixa etária e fatores perinatais. Evidências mostram que prematuridade e baixo peso ao nascer aumentam o risco de diagnóstico na vida adulta. Em 2022, o Brasil registrou mais de 229 mil atendimentos ambulatoriais de crianças com TDAH, principalmente em clínicas especializadas. Entre adultos, a prevalência situa-se entre 2,5% e 5%, com elevada taxa de comorbidades, como ansiedade e depressão, além da persistência de sintomas de desatenção. O TDAH impacta negativamente o desempenho escolar, as relações sociais, a produtividade e o bem-estar emocional. A desregulação emocional, presente em grande parte dos casos, intensifica o sofrimento psicológico e reduz a qualidade de vida. Conclui-se que o TDAH constitui um relevante desafio de saúde pública, exigindo diagnóstico precoce, ampliação do acesso a serviços especializados, intervenções terapêuticas integradas e políticas públicas que promovam inclusão educacional, acompanhamento contínuo e redução do estigma para melhoria do bem-estar dos indivíduos afetados.
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