Semear Vida: formar mentes, cultivar valores e colher um futuro sustentável
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p8533-8550Palavras-chave:
Educação ambiental. Amazônia. Sustentabilidade. Protagonismo juvenil. Território.Resumo
O presente estudo analisa o projeto Semear Vida desenvolvido na Escola Laviniense Ensino Integrado, examinando sua contribuição para a formação socioambiental de estudantes do ensino básico no contexto amazônico, onde desafios climáticos, pressões urbanas e desigualdades territoriais demandam práticas educativas que integrem território, experiência e reflexão crítica. A pesquisa parte do entendimento de que a educação ambiental necessita de aproximação concreta com o ambiente vivido, articulando dimensões ecológicas, sociais e políticas que influenciam diretamente o cotidiano da cidade de Manaus. Nesse cenário, o estudo investiga como ações pedagógicas territorializadas podem fortalecer o protagonismo juvenil e estimular interpretações mais densas sobre sustentabilidade e responsabilidade coletiva. O objetivo central consiste em analisar como o Semear Vida contribui para a construção de competências socioambientais por meio da integração entre vivências de plantio, participação comunitária e diálogo com instituições parceiras, avaliando os efeitos formativos dessas experiências na compreensão ambiental dos estudantes. O estudo também busca identificar como práticas vivenciais ampliam percepções sobre o território amazônico e favorecem a emergência de leituras mais complexas sobre a crise climática urbana. A metodologia adotou abordagem qualitativa, fundamentada em observações de campo, registros fotográficos, relatórios institucionais e relatos produzidos pelos estudantes durante as atividades. Foram analisados quatro momentos principais: plantios realizados em parceria com o Instituto Soka, visitas técnicas à Empresa Águas de Manaus e participação na FECIENS, que permitiram a integração entre ciência, tecnologia e sustentabilidade. A análise enfatizou a relação entre experiência prática, mediação pedagógica e construção de repertórios interpretativos sobre o ambiente urbano. Os resultados indicam que o projeto fortaleceu a percepção ambiental dos estudantes, ampliando sua capacidade de interpretar fenômenos ecológicos e sociais interligados. O estudo conclui que práticas territoriais de educação ambiental favorecem a construção de consciência crítica e estimulam formas de engajamento coletivo capazes de reorganizar percepções sobre o papel da escola na sustentabilidade amazônica.
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