USO CONTÍNUO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDES (AINES) NO DESENVOLVIMENTO DE LESÕES GÁSTRICAS: ASPIRINA E IBUPROFENO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p7486-7502Palavras-chave:
aspirina, ibuprofeno, mucosa gástrica, Inibidores da COXResumo
Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são usados excessivamente devido à sua eficácia no alívio dos sintomas, ao baixo custo e à disponibilidade sem necessidade de prescrição médica, sendo amplamente empregados no tratamento de inflamação, distúrbios músculo-esqueléticos, dor aguda e crônica. A farmacodinâmica dos AINEs baseia-se na inibição das enzimas ciclooxigenases (COX). O uso contínuo desses fármacos tem sido associado a efeitos adversos significativos no trato gastrointestinal, especialmente no estômago. Estudos indicam que lesões gastrointestinais agudas estão entre os efeitos colaterais mais frequentes e graves, com risco até quatro vezes maior de perfuração e ulceração gástrica em usuários.
O objetivo desta revisão sistemática foi compreender os impactos do uso contínuo de aspirina e ibuprofeno e investigar a farmacodinâmica relacionada ao desenvolvimento de lesões gástricas induzidas por AINEs. Os resultados demonstram que esses medicamentos aumentam o déficit de prostaglandinas, intensificam a motilidade gástrica e elevam a permeabilidade da mucosa, facilitando a difusão de íons hidrogênio e a penetração de agentes lesivos. Neutrófilos ativados contribuem para o processo inflamatório ao liberar espécies reativas de oxigênio e enzimas proteolíticas. Observou-se que o uso contínuo de AINEs, incluindo o ácido acetilsalicílico em baixas doses, está associado ao aumento de lesões gastrointestinais, sangramentos e hospitalizações.
Conclui-se que, embora eficazes para o controle da inflamação e da dor, os AINEs apresentam efeitos adversos significativos, tornando essencial a avaliação individualizada do risco-benefício e a adoção de estratégias preventivas para reduzir danos gástricos.
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