Diclofenaco: riscos cardiovasculares e gastrointestinais em idosos e a importância da atenção farmacêutica
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p7644-7664Palavras-chave:
AINEs, Uso racional de medicamentos, FarmacovigilânciaResumo
Introdução: Entre os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), o diclofenaco destaca-se por ser amplamente utilizado no manejo da dor e de condições inflamatórias, contudo, seu uso está associado a riscos cardiovasculares e gastrointestinais relevantes. Nos idosos, fatores como polifarmácia, comorbidades e alterações fisiológicas agravam essa vulnerabilidade a reações adversas, reforçando a importância da atenção farmacêutica na prevenção de riscos.
Objetivos: Avaliar os riscos cardiovasculares e gastrointestinais relacionados ao uso do diclofenaco em idosos, além de destacar as estratégias e a importância da atenção farmacêutica na prevenção, monitoramento e promoção do uso racional desse medicamento.
Metodologia: Revisão sistemática conforme as diretrizes PRISMA, com busca nas bases SciELO, PubMed e BVS, abrangendo artigos publicados entre 2015 e 2025, nos idiomas inglês e espanhol. Após a triagem e análise de elegibilidade, 13 estudos atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a amostra final.
Resultados e discussão: O uso do diclofenaco aumenta significativamente o risco de eventos cardiovasculares maiores, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, e de complicações gastrointestinais, como úlcera péptica e sangramento digestivo. Observou-se que a coprescrição de gastroprotetores, a aplicação dos critérios de Beers e STOPP/START e a revisão farmacoterapêutica são estratégias eficazes para reduzir tais riscos. A atuação do farmacêutico foi essencial para melhorar a adesão ao tratamento, identificar interações medicamentosas e otimizar o uso racional dos AINEs.
Conclusão: O diclofenaco, embora eficaz, representa risco expressivo para idosos, exigindo monitoramento rigoroso. A atenção farmacêutica é essencial na prevenção de eventos adversos e na promoção do uso racional, garantindo maior segurança e qualidade terapêutica.
Palavras-chave: diclofenaco; idosos; eventos adversos; risco cardiovascular; risco gastrointestinal; atenção farmacêutica.
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