A automedicação de Ritalina® entre estudantes universitários: implicações éticas, psicológicas e acadêmicas

Autores

  • Hermínio Oliveira Medeiros
  • Gabriel Gonçalves Matos
  • João Lucas Sangi Bargline

DOI:

https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p7189-7201

Palavras-chave:

Ritalina®; automedicação; desempenho acadêmico; ética; saúde mental.

Resumo

Este trabalho teve como objetivo analisar as implicações éticas, psicológicas e acadêmicas do uso não prescrito da Ritalina® (cloridrato de metilfenidato) entre estudantes universitários. Em um contexto social que valoriza a produtividade e a performance, a automedicação com psicoestimulantes se torna uma prática recorrente, especialmente entre jovens que buscam melhorar o rendimento acadêmico. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, investigaou os fatores que motivam o uso da substância por indivíduos sem diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), bem como os riscos associados a essa prática. Os resultados apontam que, embora o medicamento possa oferecer benefícios momentâneos à concentração, seu uso indiscriminado pode gerar efeitos colaterais importantes, como ansiedade, insônia e dependência, além de levantar questões éticas sobre a equidade no ambiente acadêmico. Conclui-se que o uso da Ritalina® fora de sua indicação terapêutica representa uma forma de medicalização da vida e exige reflexão crítica sobre os limites da performance e da saúde mental no meio universitário.

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Publicado

2025-11-12

Como Citar

Medeiros, H. O., Matos, G. G., & Bargline, J. L. S. (2025). A automedicação de Ritalina® entre estudantes universitários: implicações éticas, psicológicas e acadêmicas. INTERFERENCE: A JOURNAL OF AUDIO CULTURE, 11(2), 7189–7201. https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p7189-7201

Edição

Seção

Revisão de Literatura