VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UM RECORTE RACIAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p7146-7162Palavras-chave:
Violência obstétrica. População negra. Saúde das minorias étnicas. Racismo.Resumo
A presente pesquisa trata sobre a incidência da violência obstétrica, um tipo de violência de ordem física, verbal, psicológica ou sexual, praticada frequentemente por profissionais da saúde contra mulheres grávidas, parturientes e/ou puérperas, em solo brasileiro, especificamente sob um viés racial. O estudo tem como objetivo a análise da recorrência de casos de hostilidade praticados a parturientes negras, pontuar os fatores históricos que justificam a prática dessas condutas e denunciar a precariedade de legislações relacionadas à temática principal. Para sua elaboração, enquanto revisão integrativa de literatura, de caráter exploratório, foram realizadas pesquisas nas bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Eletronic Library Online (Scielo), PUBMED e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Por meio dos quais 7 artigos relevantes foram preferidos, publicados entre 2020 e 2024, dentre os 54 selecionados previamente. Os resultados apontam que a confluência dos fatores indicados nos objetivos aprofunda as vulnerabilidades enfrentadas pelas mulheres negras, além de contribuírem para a perpetuação desse cenário infeliz. As considerações finais refletem a necessidade de se ampliar o debate sobre as dificuldades enfrentadas por mulheres negras durante o parto, e as disparidades por elas enfrentadas, na assistência à saúde, em comparação às mulheres brancas.
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