ÉTICA DIGITAL: PRIVACIDADE, ALGORITMOS E O PODER DAS PLATAFORMAS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p7014-7033Palavras-chave:
Responsabilidade Algorítmica; Transparência Digital; Manipulação Informacional; Tomada de Decisão Automatizada; Justiça Procedimental.Resumo
Este artigo teve como objetivo analisar os dilemas éticos e normativos associados à atuação de algoritmos autônomos em plataformas digitais, com ênfase nos riscos à privacidade e à justiça informacional. O estudo abordou a relação entre autonomia computacional, manipulação de dados e ausência de regulação, considerando o impacto das tecnologias algorítmicas nas estruturas decisórias e nos direitos fundamentais. Para alcançar tal finalidade, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, fundamentada na seleção criteriosa de produções acadêmicas publicadas entre 2021 e 2025, com base em critérios de atualidade, pertinência temática e densidade teórica. O corpus analítico foi composto por autores que discutem os fundamentos da ética algorítmica, a exploração de dados pessoais, especialmente no caso Cambridge Analytica, e os desafios para a governança digital. As análises indicaram que a autonomia técnica dos algoritmos, associada à sua opacidade operacional, compromete o princípio da accountability e intensifica riscos de violação da privacidade. Ademais, evidenciou-se que a ausência de marcos regulatórios eficazes favoreceu o uso instrumental de dados para finalidades políticas, enfraquecendo o espaço democrático. Concluiu-se que a resposta normativa a essas transformações exige não apenas critérios técnicos de transparência, mas também uma ética pública orientada à justiça procedimental e à participação cidadã.
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Referências
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